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segunda-feira, 5 de junho de 2006
nova casa:
http://www.demaman.com
= )
metaforizado por - Leandro às 15:25:03
comenta aih[0]
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sexta-feira, 19 de maio de 2006
escrevi essa semana
***********
você
me tocou
como gota
de tinta
em papel branco
pequenina
me marcou
de maneira
tão visível
tão sensível
inocente
contato
que a mancha
virou desenho
abstrato
*************
metaforizado por - Leandro às 12:37:40
comenta aih[2]
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quinta-feira, 19 de janeiro de 2006
Hoje decidi lhe escrever.
Escreverei com os dedos, sem qualquer pretensão,
uma história que não sei como começa. Não sei se
terá fim, ou se terminará no meio. Ou se sequer terá
meio.
Portanto não crie expectativas no que virá a seguir.
Contarei a história de um viajante.
Tornou-se viajante no dia que se levantou e decidiu
que aquilo tudo não mais servia. Chutou tudo o que
tinha e colocou o pé na estrada.
Não sabia o que buscava, se soubesse não buscaria,
mandaria trazer até onde estava.
Mas tinha certeza, certeza garantida, que reconheceria
o que procurava quando encontrasse.
E com esta fé absurda no desconhecido caminhou
durante anos, ouvindo canções de que a alegria deve
estar na estrada. Não estava. Não haviam bons caminhos,
e o que procurava não estava em lugar algum.
Nem no caminho, nem no final dele (não havia final).
Até que certo dia, após muitos caminhar.
Ele se cansou
Sentou em uma pedra. Olhou ao redor.
Estava cansado, pingos de suor molhavam a terra seca pelo sol.
Sentado na pedra, cabeça baixa, o sol queimando...
Olhou à frente: duas estradas.
Sabia que não teria força ou ânimo para voltar caso escolhesse
a estrada errada, não sabia se existiria certa. Estava tão cansado
que começava-lhe a vir sensação que não existiria mais erro,
tudo seria melhor que seu cansaço.
Qualquer coisa seria melhor que seu estado. Não havia mais ânimo.
Não existia mais fé.
E o viajante deixou de ser viajante.
Tornou-se pedra.
metaforizado por - Leandro às 18:48:58
comenta aih[1]
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quinta-feira, 15 de dezembro de 2005
Vem me fazer companhia
conversar de pijama até dormir
esquecer por instantes
que nem uso mais pijama
e não te quero pra dormir
.
metaforizado por - Leandro às 13:02:39
comenta aih[0]
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quinta-feira, 22 de setembro de 2005
escuta
ouve minha alma
gritando de vez
em
quando
me vejo.
eu
e o
s
s
s
s s s s s
silêncio
nesses s
momentos
pergunto
aos fantasmas
que dançam
será só a minha alma que grita
(e silencia quando chega tua companhia)?
metaforizado por - Leandro às 23:29:09
comenta aih[2]
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terça-feira, 26 de julho de 2005
mudo num grão
desapareço
peço um momento
e mais um momento
estatico
no tempo
me entregaria
em seu espaço
e no embaraço
dos cordões
do violão
ouça ao fundo
nossa música
toca
metaforizado por - Leandro às 20:12:33
comenta aih[4]
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domingo, 19 de junho de 2005
Essa é pra vc
Olhou para o céu. Azul. Disse para si mesmo: Vou pedir demissão.
suspiro
Caminhou lento pela calçada, com a convicção de que isso se repetiria apenas por mais vinte, talvez menos, dias. Aviso prévio.
Ao seu redor os carros passam sem notar o desafio de não pensar em desistir, passos firmes ocultam o nervosismo e o impasse. Leveza misturada com receio e certeza. Receio do futuro. Certeza do que
mesmo?
Recorrente, esta idéia vinha-lhe sempre como um sussurro, um fragmento de memória ainda não vivida. Mas o medo apagava a lâmpada da idéia com um
sopro. O sussurro tornou-se grito na tarde anterior.
Parou em frente ao mar, pode ver o horizonte ao longe e perdeu-se na circularidade. Sentiu vontade de tocar o risco que cortava o céu, e sua imaginação caminhou sobre as águas, navegou o rastro de luz deixado pelo sol, afundou em pensamentos tão profundos que superavam a palavras, tão leves que aprisionados em sua respiração dominaram seus sentimentos mais profundos.
Voltou a si, e desta vez, com o olhar perdido na areia, visualizou seu dia a dia percebendo que, não perseguia o inalcançável, e que somente o cansaço é que lhe perseguia, sentado em sua mesa no mesmo lugar.
A ânsia por viver, fez perceber o tempo perdido.
E o sussurro tornado grito o incomodou a noite toda, dando-lhe toda certeza que precisava, para levantar no dia seguinte e...
Passou o caminho para o trabalho pensando. Em seus novos horizontes e nos caminhos. Importava agora trilhar o melhor caminho(já que o horizonte era certamente inatingível.
No escritório. Senta em sua mesa. Cumprimenta a secretária como se fosse o último dia. Lembra de Chico Buarque. E suspira. Aguarda a chegada do chefe.
Ninguém ao seu redor percebe os olhos voltados ao horizonte.
metaforizado por - Leandro às 15:06:09
comenta aih[5]
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domingo, 22 de maio de 2005
quero
in cantar
com( )um
dia imperfeito
e ansiar
repeti-lo
tantas vezes
até torná-lo
(in).
perfeito
metaforizado por - Leandro às 16:35:20
comenta aih[1]
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Estranho
pensar
somos
corpo
coxas pernas pele
que
ontem
você falou
e falou num
um sopro
e se
perdeu
no espaço
Estranho
é fazer
um sopro
resisitir
aos séculos
por tantas
línguas
insignias
mídias
fingindo
eterno
Estranho
um sopro
sempre igual
ao outro
isso sim
que
me parece
estranho
metaforizado por - Leandro às 16:33:20
comenta aih[1]
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segunda-feira, 25 de abril de 2005
e o sussurro
continua:
volta pra casa
cedo
e o sussuro
pe(r)de
o sentido
quando chego
sussurro
estou só
por que vim
se(m) você...
sussurra
sozinha
meu sentido
em algum lugar
metaforizado por - Leandro às 22:37:44
comenta aih[3]
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domingo, 10 de abril de 2005
Poesia semanal no jornal aqui da regiao
acompanhem em:
http://www.diarinho.com.br/poeta
metaforizado por - Leandro às 00:49:17
comenta aih[1]
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segunda-feira, 21 de março de 2005
Pedido
o povo do meu coração
queima carros na calçada
faz atentados passeatas
grita
picha as paredes com estilete
pede tua volta
porque ninguém jamais cuidou
tão bem dele quanto você
E só eu não sabia
que dele não era mais rei
Feliz pela descoberta
ofereço a ti minha coroa
volte, tome posse
o reino do meu coração
é todo teu
metaforizado por - Leandro às 21:15:30
comenta aih[2]
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sábado, 19 de março de 2005
cresci sufocado
entre meus
sonhos
e tive que entender
entregá-los ao vento
tudo se vai
até os sonhos
de alma pequena
e agora para onde
seguir se tudo
que restou
foi um grão
de pó
no globo ocular
.
metaforizado por - Leandro às 22:27:31
comenta aih[1]
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sábado, 12 de março de 2005
você
sente-se
segura
.me.
p(r)ega
minha mão
senão
vou me jogar
para
ser prego
na teia
do destino
metaforizado por - Leandro às 14:29:13
comenta aih[2]
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sexta-feira, 18 de fevereiro de 2005
Pequena Pulsar
Sinto pulsar
o vinho
em tuas veias
artérias
artodoado do
aroma
que mora
em teus poros
(Tua garrafa
sem rótulo
esconde
a uva de que és feita)
metaforizado por - Leandro às 21:16:22
comenta aih[2]
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sexta-feira, 4 de fevereiro de 2005
Ao ver uma rosa no jardim, pensou
em como ela cresce de um ponto para se tornar uma linha, tortuosa,
uma linha que vai além do ponto.
Com as raízes fincadas, no solo, mantém-se presa a ser uma rosa...
Presa a suas linhas, a sua linhagem, não pode se atrever a ser outra flor
E se por acaso soltar-se de sua raízes em uma atitude de pura rebeldia,
deixará de ser rosa para torna-se uma planta morta, e é sua única opção.
...
Ao ver a rosa no jardim pe(n)sou tudo isso e nem sequer sentiu seu perfume.
metaforizado por - Leandro às 16:08:22
comenta aih[2]
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quinta-feira, 3 de fevereiro de 2005
fantasmas
Vejo-me entre eles, volte e meia, meia noite ou fim do dia
Simplesmente aparecem, para lembrar das coisas que queriam
Desejaria que não mais aparecessem, os irrealizados
Encontrem a brecha que é a morte
Mas já são mortos, esperam a brecha para vida.
Que nunca lhes foi dada.
metaforizado por - Leandro às 14:04:26
comenta aih[6]
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domingo, 23 de janeiro de 2005
teste.to vivo
metaforizado por - Leandro às 02:36:44
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segunda-feira, 17 de janeiro de 2005
Ainda
Não sei
como
mas
com
todo amor
ou ódio (algo ou alguém)
me
leve
para além
do q é dor
Congele
ou queime
o ar morno
de meus dias
(Não são antíteses
apenas contradições)
metaforizado por - Leandro às 16:50:09
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terça-feira, 11 de janeiro de 2005
1 - Desde que a chuva parou de cair estamos assim...
2 - Desde que a chuva caiu pela ultima vez que eu não durmo.
1 - Você deve dormir...
2 - Só quando conseguir ver o horizonte, por enquanto eu...
*esquece o que ia falar*
1 - É preciso que a chuva caia novamente, senão neste sol...
*olha para o companheiro*
1 - Senão neste sol daqui a pouco estarei como você.
*Silêncio*
1 - É melhor parar de caminhar
2 - Ainda não...
1 - Mas você nem sabe para onde quer ir
2 - Então qualquer lugar será bom
1 - Então fiquemos aqui, este lugar é bom *senta-se*
2 - *ainda de pé, olha ao redor* Não vejo o horizonte daqui, não é um bom lugar.
1 - Já pensou que podemos estar andando em círculos?
2 - *ainda olhando ao redor* Talvez em espirais, mas em círculo lhe garanto que não.
1 - E se esse horizonte nem sequer existir?
2 - Será minha ultima busca, agora vamos.
1 - Mas...
*2 vira as costas e continua*
Não some no horizonte, porque 1 não vê o horizonte...
metaforizado por - Leandro às 16:32:14
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