POESIA
Além dos Espinhos

Póes-Espinho


















Autor: Leandro De Maman 23 peixes Itajaí
SC

Leandro chama soja de amendoim. Mas ele é um cara supimpa.
Poeta. designer grafico. designer industrial. designer. pai amigo irmao e etc.
Leandro escreve coisas suas. joga com as palavras sentimentos [recomendo]
Leandro tem cachinhos se ele deixar.

Seu filho é loirão

Leandro quer viajar, conhecer o mundo. Fazer diferença nele.
[Voa...]

Curte Radiohead e escreve com H
Também curte Loser Manos
Gosta do cheiro de manga.

Quer uma tatuagem nas costas. tem uma cicatriz nela que não sabe como fez.
Quer voltar pro Teatro
Leandro diz que já fez muita doidera na vida
[Surprise me...]

Leandro gosta do frio. de op art minimalismo
Tem pele bem branca
Von pra Londres?

Leandro é um bichinho único.

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Livro de Visita




















< segunda-feira, 5 de junho de 2006


nova casa:

http://www.demaman.com

= )


metaforizado por - Leandro às 15:25:03
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sexta-feira, 19 de maio de 2006


escrevi essa semana

***********


você
me tocou
como gota
de tinta
em papel branco

pequenina
me marcou
de maneira
tão visível

tão sensível
inocente
contato

que a mancha
virou desenho
abstrato



*************

metaforizado por - Leandro às 12:37:40
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quinta-feira, 19 de janeiro de 2006





Hoje decidi lhe escrever.
Escreverei com os dedos, sem qualquer pretensão,
uma história que não sei como começa. Não sei se
terá fim, ou se terminará no meio. Ou se sequer terá
meio.
Portanto não crie expectativas no que virá a seguir.

Contarei a história de um viajante.
Tornou-se viajante no dia que se levantou e decidiu
que aquilo tudo não mais servia. Chutou tudo o que
tinha e colocou o pé na estrada.
Não sabia o que buscava, se soubesse não buscaria,
mandaria trazer até onde estava.
Mas tinha certeza, certeza garantida, que reconheceria
o que procurava quando encontrasse.
E com esta fé absurda no desconhecido caminhou
durante anos, ouvindo canções de que a alegria deve
estar na estrada. Não estava. Não haviam bons caminhos,
e o que procurava não estava em lugar algum.
Nem no caminho, nem no final dele (não havia final).

Até que certo dia, após muitos caminhar.
Ele se cansou
Sentou em uma pedra. Olhou ao redor.
Estava cansado, pingos de suor molhavam a terra seca pelo sol.
Sentado na pedra, cabeça baixa, o sol queimando...
Olhou à frente: duas estradas.
Sabia que não teria força ou ânimo para voltar caso escolhesse
a estrada errada, não sabia se existiria certa. Estava tão cansado
que começava-lhe a vir sensação que não existiria mais erro,
tudo seria melhor que seu cansaço.
Qualquer coisa seria melhor que seu estado. Não havia mais ânimo.
Não existia mais fé.

E o viajante deixou de ser viajante.
Tornou-se pedra.






metaforizado por - Leandro às 18:48:58
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quinta-feira, 15 de dezembro de 2005


Vem me fazer companhia
conversar de pijama até dormir
esquecer por instantes
que nem uso mais pijama
e não te quero pra dormir
.




metaforizado por - Leandro às 13:02:39
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quinta-feira, 22 de setembro de 2005



escuta
ouve minha alma
gritando de vez
em
quando
me vejo.
eu
e o
s
s
s
s s s s s
silêncio

nesses s
momentos
pergunto
aos fantasmas
que dançam

será só a minha alma que grita
(e silencia quando chega tua companhia)?




metaforizado por - Leandro às 23:29:09
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terça-feira, 26 de julho de 2005



mudo num grão
desapareço
peço um momento
e mais um momento
estatico
no tempo
me entregaria
em seu espaço
e no embaraço
dos cordões
do violão

ouça ao fundo
nossa música
toca



metaforizado por - Leandro às 20:12:33
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domingo, 19 de junho de 2005

Essa é pra vc

Olhou para o céu. Azul. Disse para si mesmo: Vou pedir demissão.
suspiro
Caminhou lento pela calçada, com a convicção de que isso se repetiria apenas por mais vinte, talvez menos, dias. Aviso prévio.
Ao seu redor os carros passam sem notar o desafio de não pensar em desistir, passos firmes ocultam o nervosismo e o impasse. Leveza misturada com receio e certeza. Receio do futuro. Certeza do que
mesmo?

Recorrente, esta idéia vinha-lhe sempre como um sussurro, um fragmento de memória ainda não vivida. Mas o medo apagava a lâmpada da idéia com um
sopro. O sussurro tornou-se grito na tarde anterior.
Parou em frente ao mar, pode ver o horizonte ao longe e perdeu-se na circularidade. Sentiu vontade de tocar o risco que cortava o céu, e sua imaginação caminhou sobre as águas, navegou o rastro de luz deixado pelo sol, afundou em pensamentos tão profundos que superavam a palavras, tão leves que aprisionados em sua respiração dominaram seus sentimentos mais profundos.
Voltou a si, e desta vez, com o olhar perdido na areia, visualizou seu dia a dia percebendo que, não perseguia o inalcançável, e que somente o cansaço é que lhe perseguia, sentado em sua mesa no mesmo lugar.
A ânsia por viver, fez perceber o tempo perdido.
E o sussurro tornado grito o incomodou a noite toda, dando-lhe toda certeza que precisava, para levantar no dia seguinte e...

Passou o caminho para o trabalho pensando. Em seus novos horizontes e nos caminhos. Importava agora trilhar o melhor caminho(já que o horizonte era certamente inatingível.
No escritório. Senta em sua mesa. Cumprimenta a secretária como se fosse o último dia. Lembra de Chico Buarque. E suspira. Aguarda a chegada do chefe.
Ninguém ao seu redor percebe os olhos voltados ao horizonte.

metaforizado por - Leandro às 15:06:09
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domingo, 22 de maio de 2005




quero
in cantar
com( )um
dia imperfeito
e ansiar
repeti-lo

tantas vezes

até torná-lo
(in).
perfeito

metaforizado por - Leandro às 16:35:20
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Estranho

pensar
somos
corpo
coxas pernas pele
que
ontem
você falou
e falou num
um sopro
e se
perdeu
no espaço

Estranho

é fazer
um sopro
resisitir
aos séculos
por tantas
línguas
insignias
mídias
fingindo
eterno

Estranho
um sopro

sempre igual
ao outro
isso sim
que
me parece
estranho



metaforizado por - Leandro às 16:33:20
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segunda-feira, 25 de abril de 2005



e o sussurro
continua:
volta pra casa
cedo

e o sussuro
pe(r)de
o sentido
quando chego

sussurro
estou só
por que vim
se(m) você...

sussurra
sozinha
meu sentido
em algum lugar



metaforizado por - Leandro às 22:37:44
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domingo, 10 de abril de 2005

Poesia semanal no jornal aqui da regiao
acompanhem em:
http://www.diarinho.com.br/poeta

metaforizado por - Leandro às 00:49:17
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segunda-feira, 21 de março de 2005



Pedido

o povo do meu coração
queima carros na calçada
faz atentados passeatas
grita
picha as paredes com estilete

pede tua volta
porque ninguém jamais cuidou
tão bem dele quanto você

E só eu não sabia
que dele não era mais rei

Feliz pela descoberta
ofereço a ti minha coroa

volte, tome posse
o reino do meu coração

é todo teu



metaforizado por - Leandro às 21:15:30
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sábado, 19 de março de 2005



cresci sufocado
entre meus
sonhos

e tive que entender
entregá-los ao vento

tudo se vai
até os sonhos
de alma pequena

e agora para onde
seguir se tudo
que restou
foi um grão

de pó

no globo ocular
.



metaforizado por - Leandro às 22:27:31
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sábado, 12 de março de 2005

você
sente-se
segura
.me.
p(r)ega
minha mão

senão
vou me jogar

para

ser prego
na teia
do destino




metaforizado por - Leandro às 14:29:13
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sexta-feira, 18 de fevereiro de 2005



Pequena Pulsar

Sinto pulsar
o vinho
em tuas veias
artérias
artodoado do
aroma
que mora
em teus poros

(Tua garrafa
sem rótulo
esconde
a uva de que és feita)




metaforizado por - Leandro às 21:16:22
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sexta-feira, 4 de fevereiro de 2005



Ao ver uma rosa no jardim, pensou
em como ela cresce de um ponto para se tornar uma linha, tortuosa,
uma linha que vai além do ponto.
Com as raízes fincadas, no solo, mantém-se presa a ser uma rosa...
Presa a suas linhas, a sua linhagem, não pode se atrever a ser outra flor
E se por acaso soltar-se de sua raízes em uma atitude de pura rebeldia,
deixará de ser rosa para torna-se uma planta morta, e é sua única opção.
...
Ao ver a rosa no jardim pe(n)sou tudo isso e nem sequer sentiu seu perfume.




metaforizado por - Leandro às 16:08:22
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quinta-feira, 3 de fevereiro de 2005



fantasmas

Vejo-me entre eles, volte e meia, meia noite ou fim do dia
Simplesmente aparecem, para lembrar das coisas que queriam
Desejaria que não mais aparecessem, os irrealizados
Encontrem a brecha que é a morte
Mas já são mortos, esperam a brecha para vida.
Que nunca lhes foi dada.

metaforizado por - Leandro às 14:04:26
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domingo, 23 de janeiro de 2005



teste.to vivo



metaforizado por - Leandro às 02:36:44
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segunda-feira, 17 de janeiro de 2005



Ainda
Não sei
como

mas

com
todo amor
ou ódio (algo ou alguém)
me

leve
para além
do q é dor

Congele
ou queime
o ar morno
de meus dias

(Não são antíteses
apenas contradições)




metaforizado por - Leandro às 16:50:09
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terça-feira, 11 de janeiro de 2005

1 - Desde que a chuva parou de cair estamos assim...
2 - Desde que a chuva caiu pela ultima vez que eu não durmo.
1 - Você deve dormir...
2 - Só quando conseguir ver o horizonte, por enquanto eu...
*esquece o que ia falar*
1 - É preciso que a chuva caia novamente, senão neste sol...
*olha para o companheiro*
1 - Senão neste sol daqui a pouco estarei como você.
*Silêncio*
1 - É melhor parar de caminhar
2 - Ainda não...
1 - Mas você nem sabe para onde quer ir
2 - Então qualquer lugar será bom
1 - Então fiquemos aqui, este lugar é bom *senta-se*
2 - *ainda de pé, olha ao redor* Não vejo o horizonte daqui, não é um bom lugar.
1 - Já pensou que podemos estar andando em círculos?
2 - *ainda olhando ao redor* Talvez em espirais, mas em círculo lhe garanto que não.
1 - E se esse horizonte nem sequer existir?
2 - Será minha ultima busca, agora vamos.
1 - Mas...
*2 vira as costas e continua*
Não some no horizonte, porque 1 não vê o horizonte...




metaforizado por - Leandro às 16:32:14
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